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SPECIAL NEEDS
"É alegoria de quem mata o tempo com tiros de festim."
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Ninguém disse que seria fácil. Muito pelo contrário, nos últimos meses eu só ouvi opiniões importantes e coerentes sobre qualquer rumo que eu resolvesse dar em minha vida. Parece óbvio, mas viver não é fácil. Prosseguir não é fácil. Ter força não é fácil. Ter vontade não é fácil. Não dá pra ser forte o tempo inteiro, segurar as palavras, engolir seco e acordar pra encarar um mundo tão desejado e ao mesmo tempo tão indócil.

Carisma nunca foi meu forte, mesmo meus amigos dizendo o contrário. Paciência nunca foi o meu forte, mesmo meus chefes dizendo o contrário. Paixão nunca foi o meu forte, mesmo meus pais dizendo o contrário. Já passou da hora de ouvir opiniões sobre meu ego, meus anseios, minha tecnologia emocional. Sou forte o bastante pra respirar e aspirar contínuas vezes antes de levantar a voz pra alguém e fraca o bastante pra me jogar debaixo do chuveiro e não querer sair de lá por nada na minha vida. Talvez seja a hora de olhar pros meus desejos e questionar o que eu realmente quero que fique dentro da caixa, o que eu já não quero mais e o que eu preciso usar continuamente. Eu jogaria minhas tensões, meus ódios, minhas lágrimas de saudade, meus cadernos cheios de assuntos que eu nem lembro mais e ficaria com minhas manias, meus vícios, minhas músicas e tentaria trazer a minha tranquilidade de meses atrás.

A tranquilidade de deitar no banco do parque por horas, de deitar na cama, cantarolar minhas canções preferidas, ir ouvir as histórias dos meus melhores amigos, ver pela milésima vez o filme que só eu gosto e esquecer que existe mundo além do meu umbigo. Não sou boa com preocupações que vão além de mim, nem ao menos com detalhes que me atacam diretamente. Não tenho estômago suficiente pra bater de frente com situações que me levam a fazer caretas nem tão discretas assim. Não aprendi a pensar mais nos outros do que em mim, e talvez seja por isso que as coisas resolveram parar de se encaixar.

Chegou a hora de olhar mais pro espelho, de rir mais dos meus próprios pensamentos, de dar mais tempo pros meus livros e desistir um pouco das conversas dos outros. Chegou a hora de parar um pouco o mundo pra eu descer.

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Current Music: Amie - Damien Rice

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Já não espero todas as claridades e profundezas das variações de bem-estar. Eu diria que nem sempre as coisas boas passam rápido, mas elas costumam confundir um pouco mais. Chega a ser um desamparo de controvérsias e buscas infinitas de soluções. Eu ando aguardando o bastante para não pisar nas mesmas poças e excluindo todo aquele favoritismo antigo.

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Hoje eu acordei e percebi que meus olhos demoram muito mais para se acostumarem com a luz do dia quando você não está por perto. Quando você me acorda os sons surgem delicadamente, os sentidos se misturam com a saudade e um dia deixa de ser mais um para ser sustentável. A sustentabilidade da alma, da vontade, da paixão de se encantar com cada detalhe que suas manias e formas vão proporcionar.

Seja no sofá vendo seus e-mails, enquanto eu leio um livro deitada no chão; na cadeira tocando violão, enquanto eu mudo freneticamente de canal; ao meu lado assistindo uma Eliana qualquer, um Pânico qualquer ou outra coisa que te faça rir cerrando os olhos. Seja na cozinha conversando sobre a vida enquanto você esquenta a água pra fazer café e eu, pela milésima vez, fale da minha paixão pelo pão com manteiga, pelo sorvete de flocos ou pela bolacha de água e sal que você me apresentou no dia anterior. Seja na conversa maluca sobre todos esses anos que vivemos em mundos tão distantes, em aprendizados tão dispersos, em desejos tão peculiares que hoje, sem tantos propósitos, nos fizeram ter certeza que era assim que deveria ser.

Você me ensina a ser menina pra pedir colo, pra querer que eu enrosque meus braços e pernas nos teus em busca de proteção. Me ensina a ser mulher e enxergar o mundo com meus olhos, opinando no que é necessário e tirando o corpo fora quando no momento quem deve decidir o que diagnosticar sou eu. Aprendo meus lados, minhas conquistas, minhas futuras necessidades de vida e meu ciclo contínuo de buscar a felicidade na simplicidade das coisas.

Te conheço ponto a ponto, te reconheço no meio da multidão e sou capaz de confrontar com cada energia negativa só pra te ver sorrindo delicadamente com os olhos brilhando. Suavizo cada instante com você, deixando que ele seja eterno por vontade própria, sem esforços. Suplico pela constância dos nossos sentimentos intensamente interligados com nossas buscas incansáveis de bem-estar.

Te quero pra completar cada espaço vazio que meu corpo guardou durante esse tempo. A reciprocidade fará sempre questão de preencher toda a angústia marcada na sua pele e o surgimento de alguém que poderia ter boas características para trazer a felicidade, mas que independente destas, surgiu pra dividir com a sua vida algo que não vem com o tempo, nem se ganha com lágrimas. É algo que surge na troca de olhares, no abraço apertado, na fragância natural dos corpos, na sintonia das mãos, da paciência, da alma e de todas as energias adocicadas que nomeiam tudo o que eu tinha guardado pra te dar em amor.

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Current Music: Djavan - Um amor puro

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Eu não sou dona da verdade, nem pretendo ser. A minha vida vai mais além do ser correta, explicar as coisas nos mínimos detalhes ou demonstrar cada sentimento, ação ou reação. Minha transparência não serve pra ser um esteriótipo do bem ou do mal, ela serve apenas para fazer o bem da minha própria consciência, das minhas próprias necessidades.

Eu não existo pra querer o bem de toda população brasileira, pra chorar pelas necessidades da África, pra gritar pela rua que não me agrada o Sarney no Senado, pra desligar a televisão e ler um livro e muito menos pra ouvir desavenças indesejáveis. Não vou odiar a carne só porque os animais são seres vivos, nem parar de fumar com essa lei toda. Não vou cair na minha cama e chorar vendo o dia passar depois de tantos dias sem demonstrações sentimentais, sem preocupações primordiais e necessidade mental. Já foi a época de querer revolucionar meu próprio estilo de vida pela opinião alheia, hoje a vida é outra e minhas modificações são internas e um pouco egoístas. É uma questão de se sentir mais, se amar mais, desejar que as sensações cheguem de maneiras inexplicáveis e deixar com que elas partam sem um bilhete na geladeira, sem data pra voltar e desencantando o gosto de quero mais.

Eu não sou revoltada, nem nada do que qualquer palavra dita num tom maior possa parecer. Não adianta querer o bem do universo se você não sentir ao menos o vento que ele sopra ao seu favor, sem deixar com que ele bata no seu rosto e te mostre o quanto é bom esquecer que o mundo um dia pode virar contra você. Sou maior do que qualquer falta de clareza e excesso de profundidades. Eu não quero que o mundo gire em torno do meu umbigo, mas não vou dar a menor trela se ele resolver dar meia volta e não me mostrar nada do que eu estou aqui pra ver, mas que fique claro de que não é desinteresse, mas sim uma busca incansável pela suavidade das questões que se tornam absurdas quando o maior desejo é só mostrar um ponto de vista.

A felicidade não cansa de ficar ao meu lado e nada nesse mundo vai fazer com que ela acredite que aqui não é o lugar dela.

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É uma vontade além dos sentidos de sair por aí procurando a calmaria que ninguém mais vê. Apesar de eu me sentir tão distante na maior parte dos dias, nas minhas horas mais enlouquecidas, na multidão de pensamentos, eu sei que ela existe muito mais forte quando uma sensação de exclusão momentânea passa e senta ao meu lado. Não é ficar longe de todos, se trancar num quarto, apagar a luz pra chamar a solidão - pelo contrário, é fazer questão de se rodear de pessoas, de ouvir e absorver informações e deixar com que o corpo se conturbe com a serenidade dos mínimos detalhes da alma, da minha alma.

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Por mais forte que a TPM seja, por mais absurdas as situações do momento, por mais podres que os bares nessa cidade pareçam, por mais diferentes as ideias de alguns conhecidos e amigos, preciso confessar que existem pessoas prontas para estar ao seu lado e arrancar um sorriso teu quando o que você mais quer é sumir do universo e virar as costas pro mundo. Isso parece um tanto natural, mas quando vem a cabeça que qualquer lugar isolado dos humanos parece interessante e alguém te puxa de volta pro mundo real com delicadeza e sutileza, é possível lembrar que não dá pra parar a vida ou desejar a morte do planeta quando você só precisa relaxar os ombros, mudar a música, trocar de bebida e voltar a ver graça nos Trapalhões.

Nos últimos dias eu fui da merda ao ápice e aprendi com meu próprio espelho, minha própria cama e gritos internos. É mais do que óbvio que não dá pra mudar ninguém e muito menos voltar o tempo e modificar as situações que mais influenciaram no resultado, sendo este bom ou não. Além de ser mais do que bobeira ouvir a antiga frase "já é hora de pensar nos seus atos, pensar na vida". Não dá pra chegar na vida e falar "e aí? o que você tem a me dizer quando isso parecia o melhor caminho, a melhor sensação?", ela no mínimo não vai olhar pra sua cara e vai assistir de camarote você perder horas e horas do seu dia esperando que ela te dê alguma resposta. E foi exatamente na hora que eu parei de cobrar qualquer coisa da vida que eu descobri que nem sempre você precisa daquilo que acha que é essencial e que nem sempre vale a pena bater de frente, correr atrás ou acreditar no que já virou areia. 

Nos últimos dias eu descobri que eu esperava conhecer as melhores pessoas do planeta e quando me deparei, descobri que elas estavam ao meu lado na maioria dos dias. Os melhores amigos são aqueles que não te atormentam perguntando como você está, mas sim aqueles que te fazem sorrir quando você quer sumir do mundo e mostram que as coisas são mais simples do que qualquer monstro amedrontador de criancinhas. Pode ser assistindo filmes incríveis, seriados toscos, bebendo por aí, cantando a pior música da nação ou deitados em silêncio. O fato de estar presente vale por tudo.

A felicidade reina por aqui e já disse que não vai embora de jeito nenhum.

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Current Music: Moptop - Contramão

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Eu me cansei, pra variar.
Cansei do meu próprio jeito de deixar as pessoas entrarem na minha vida e acabarem no meu sofá interno tomando café na minha caneca favorita. Já nem sei qual foi o dia certo que eu dei essa liberdade, mas é extremamente complicado retorcer qualquer ato e mudar suas frases tranquilas pelas exacerbadas. É nessa hora que vão falar que você mudou de personalidade, que você não era assim e que você era mais legal naquela época ou na outra. Mas vem cá, espaço é muito de se pedir? Ficar em silêncio e decidir o que fazer da sua sexta-feira de madrugada sozinha é realmente discutível?! Não, desculpa, eu não acho mais.

Eu me cansei do meu próprio jeito, da maneira tranquila de levar a vida (ou mostrar a vida). Não é questão de ser boazinha ou filhadaputa, é questão de bom senso e o meu voltou com tudo. Sinto que uma das coisas mais erradas da vida é agir de uma forma e depois cobrar das pessoas a maneira que elas se acostumaram a agir com você, mas lembra daquela frase da avó que "sempre é tempo de mudar" e seguir em frente sem olhar pra trás? Será que é hora de se emputecer com a minha reação ou parar pra pensar que tem hora que você ganha o banquinho e já quer ir lá sentar no do Raul Gil? Pois, é... não dá mais pra parar no tempo ou esperar que ele abra alas pro mundo passar junto com as baianas e a bateria inteira.

Amigos são amigos, mas escolha bem os teus... saiba o que falar pra cada um do seu meio de consideração ou então não dá, não opine, não mostre situações. Saiba se calar nos momentos em que a vontade de gritar e mandar pra qualquer lugar seja intensa, não dá pra tirar um raio-x do coração ou da mente do outro, é necessário aprender a diagnosticar.

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Current Music: O silêncio - Arnaldo Antunes

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Você acorda sem aquele cheiro, sem aquele jeito, sem aquela água que ele te deixava antes de ir trabalhar. Você levanta e liga a televisão ao invés de ligar pra dizer 'bom dia', volta a usar seu próprio shampoo diariamente e se espalha mais na própria cama. Liga a música antiga mais adorável no último volume, troca de faixa quando vai tocar aquela que vai te lembrar algo e deixa de assistir os canais que você mais gosta na tv porque assistia com ele ou porque quem assistia era ele e você era só uma companhia. Fica com fome e passa longe da pizzaria, vai beber e fica longe daquela marca de cerveja e acende um cigarro olhando pro lado pra ver se não terá alguém ali pra pedir pra você trocar de mão ou mudar de cadeira por uns 5 minutos. Fecha os olhos quando passa naquela rua, aperta o peito quando algo inesperado se apresenta e respira até passar.

Você volta a ler aquele livro que parou há alguns meses atrás, assiste aquele filme que sempre quis assistir sozinha e deita a cabeça no travesseiro só pra olhar pro teto, só pra sentir o cheiro do seu próprio corpo, da sua própria vida.

O mundo vai tão rápido, passa tão rápido que acredito que as maiores imbecilidades são feitas quando esperamos por explicações que já sabemos de longe as respostas. Se o vento soprar, a melhor coisa é cerrar os olhos e curtir a melhor brisa do dia. Se o dia dormir, esqueça do mundo, esqueça as ideias, esqueça qualquer sentido válido e engula as vertigens que só as mudanças sabem mostrar, improvisar, encontrar.

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Tem coisa que só Fiona Apple justifica.

Current Music: nary Machine -

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São dez horas da manhã e toda família já está na casa combinada para começar os preparativos pra ceia tão esperada.

As crianças que não deixam de jogar video-game e correr atrás do primo mais novo, irrita-lo e fazer caras e bocas do Papa Bento XVI; a avó que acabou de voltar de viagem e não cansa de comentar e planejar as próximas; a tia-avó que lê cartas, mãos, já tem voz de dinossauro, te olha fixamente até você ficar com medo e implica com cada passo seu, dizendo que na época dela a vida era muito mais difícil do que essa facilidade de máquina de lavar roupas ou microondas e que está há anos no bico do corvo; o pai que quando se junta com os irmãos formam o próprio Zorra Total e jamais param de comentar sobre as histórias bizarras que ocorreram o ano inteiro, sendo sobre o mico que você pagou há alguns dias ou sobre o novo presidente dos Estados Unidos; a prima que brincava de Barbie, brigava por Ken, emprestava os cavalos brancos enquanto você deixava sua filha-mini-Barbie ou a blusinha super sexy que vocês fizeram com lacinhos de cabelo, enfim, cresceu com você e já  marcou o casamento pro ano que vem; a outra tia-avó que você viu pela última vez quando tinha 8 anos e ela comentava com todos que se você não parasse de comer, você certamente viraria um monstrinho gordo, feio e ninguém namoraria com você ou seria seu amigo - aí você cresce, não vira o monstro da praga que ela jogou e jamais perde a pose: "ah, as bochechas continuaram as mesmas.. bem que eu disse." e é nessa hora que dá vontade de perguntar se ela não está afim de tomar em algum lugar legal por aí.

Enfim, todos abrem uma latinha, tomam uma cerveja, comem como se o jejum estivesse durado o ano inteiro e é nessa hora que chega o Papai Noel - algum homem da família que sempre por votações "justas" e familiares é eleito pra fazer a alegria da garotada e morrer por pouco mais de 30 minutos em uma roupa infernal de quente, barbas justíssimas, maquiagem e bota (sempre com número menor, claro.. e esse ano a bota escolhida foi um all star cano longo, lindo e meu). Nessa hora eu agradeço ao mundo por ser mulher e sofro pela pobre alma que está ali. Não sei se deve ser realmente emocionante ver as crianças chorando e felizes por você realmente "existir" - eu, peculiarmente, depois que descobri que o meu rei Papai Noel era meu tio, meu pai, meu vô e meu primo, me senti realmente uma idiota e toda magia da infância transformou-se em nada. Eu gosto dessa parte porque ganho meus presentes, mas acredito que seria muito mais simples se entregassemos em mãos para a pessoa. Sem magia. Sem mentira. Sem palhaçada, vai!

Logo é meia-noite, boa parte da família já está mais pra lá do que pra cá e quando você se dá conta, todo mundo já está no quintal se abraçando e quando você chega lá, meia parte está chorando e a outra está com os olhos cheios de lágrimas. Normalmente é pelos que faleceram ou porque é Natal, 'que lindo'. É agora que a cada abraço você escuta os depoimentos mais belos sobre você e como você se tornou uma linda pessoa, com ótimo caráter, além das expectativas de qualquer pessoa e que todos morrem de orgulho de você. Isso é dito para todos nesse círculo natalino e até as tias-avós que jamais cansam de falar mal, olham e sorriem como se fossem um dos três magos. Ótima hora pra ir até a cozinha, encher a boca de farofa com cerejas e engolir vagarosamente com a coca-cola mais gelada dos últimos tempos. Enquanto o cérebro congela e a garganta sofre, todas essas coisas passam e logo todos deixarão de ser carentes-fofos-incríveis e voltarão para suas reais identidades.

A noite passa, o dia seguinte chega e as pessoas já nem lembram qual é a faculdade que você faz, o nome do seu namorado ou o que te deram de Natal. É tudo tão medíocre, tão banal... e o suficiente para eu agradecer por faltar trezentos e sessenta e poucos dias para eu passar por tudo isso novamente e esquecer por alguns instantes que aquilo não existe, é só fantasia.

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Jaqueline Arashida
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